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O que é Estado? Divagações sobre os conceitos e nossa visão de mundo.

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“ Nascemos no Estado e ao menos contemporaneamente é inconcebível a vida fora do Estado ”  (Paulo Bonavides). Magnum Opus de Hobbes, onde é externado o conceito de Estado. Por um tempo, aliás, por um longo tempo eu me perguntava: mas o que é mesmo o Estado, essa grande abstração que nós humanos criamos? Ao mesmo tempo em que eu me deparava com essa quimera que, nós queiramos ou não, está em nossa vida, introjetado nas leis, nos nossos costumes e o modo de pensar e agir, eu me questionava se esse conceito fazia assim tanta diferença na vida das pessoas. Eu pensava na situação de um pobre pescador, sujeito analfabeto, portanto, com uma visão de mundo menos propícia a abstrações do tipo “Estado”. Então, nessas minhas divagações, eu pensava, “nós, seres humanos, somos criaturas bem extravagantes, por assim dizer, pois temos a estranha mania de tornar as coisas da vida que são simples, em algo de uma enorme complexidade” – e tal pensamento se encaixava no meu problema com o...

Mar Português: uma análise sobre o imaginário expansionista português e o processo de cristianização do oceano.

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Nota Introdutória. Nas linhas subsequentes notar-se-á que - na organização e no estilo da escrita -, há um perfil de artigo científico no corpo do texto em questão. Pois bem, ao leitor resta explanar que tais linhas, ou, melhor dizendo, tais divagações são provenientes da leitura das teses do célebre historiador Charles Boxer, na sua magistral obra O Império Marítimo Português , assim como também há ideias do historiador lusitano Luis Krus, no seu artigo O imaginário português e os medos do mar . Dito isso, espero que o leitor aprecie o conteúdo do texto. 1 – O Mar intempestivo. “Ao difundir as notícias de como o Atlântico conservava em si graças e tesouros que incluíam templos, relíquias e o próprio Paraíso, os clérigos letrados libertavam suspeitas sobre os fundamentos religiosos e morais seguidos pelas comunidades que com ele estreitamente se relacionavam e elaboravam doutrina apta a enquadrar e apoiar as navegações e as rotas comerciais oceânicas.” [1] “Quando,...

Anátema de Baais.

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"The Ghost of a Flea", William Blake. Havia um deus chamado Baais, que era solitário e pouco poderoso entre os outros deuses no panteão cósmico. Baais era um espírito de força ilimitada, mas  que mesmo assim sentia-se demasiado triste e inseguro. Durante as noites no vácuo do universo, quando contemplava o luar esverdeado do planeta de Gaal, onde residia, Baais almejou criar um mundo só para si. Tal mundo deveria ser belo e bem povoado. Então, do pensamento de Baais surgiu um par de indivíduos amorfos, admirado com sua criação, ele os denominou de Homem e Mulher. Para a massa fulgurante, que mais tarde transformou-se em Terra, Baais enviou suas criaturas e, por longas eras, tal qual sentinela, vigiou o desenrolar de sua criação. Com o passar do tempo, os outros deuses, perguntaram-no: “Baais, tu tens andado absorto entre brumas incógnitas. O que um deus pode pensar além da completude?”. Em verdade, Baais, ao conceber a criação do Homem e da Mulher, também trans...

The Silmarillion

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From the  letters by J.R.R. Tolkien to Milton Waldman, 1951. Capa da edição brasileira publicada pela editora WMF Martins fontes . “For reasons which I will not elaborate, that seems to me fatal. Myth and fairy-story must, as all art, reflect and contain in solution elements of moral and religious truth (or error), but not explicit, not in the known form of the primary ‘real’ world. (I am speaking, of course, o four present situation, not of ancient pagan, pre-Christian days. And I will not repeat what I tried to say in my essay, wich you read)”. Trecho extraído do livro The Silmarillion , p. XI. About Allegory John Ronald Reuel Tolkien. ;) “I dislike Allegory – the conscious and intentional allegory – yet any attempt to explain the support of myth or fairytale must use allegorical language. (And, of course, the more life a story  has the more readily will it be susceptible of allegorical interpretations: while the better a deliberate allegory is ma...
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O Palácio da Ventura. Sonho que sou um cavaleiro andante. Por desertos, por sóis, por noite escura, Paladino do amor, busco anelante O palácio encantado da Ventura! Mas já desmaio, exausto e vacilante, Quebrada a espada já, rota a armadura... E eis que súbito o avisto, fulgurante Na sua pompa e aérea formosura! Com grandes golpes bato à porta e brado: Eu sou o Vagabundo, o Deserdado... Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais! Abrem-se as portas d'ouro, com fragor... Mas dentro encontro só, cheio de dor, Silêncio e escuridão — e nada mais! Antero de Quental. Cavaleiro Monge Do vale à montanha Da montanha ao monte Cavalo de sombra Cavaleiro monge Por casas, por prados Por quinta e por fonte Caminhais aliados Do vale à montanha Da montanha ao monte Cavalo de sombra Cavaleiro monge Por penhascos pretos Atrás e defronte Caminhais secretos Do vale à montanha Da montanha ao monte Cavalo de sombra Cavaleiro monge Po...

Jazz sessions.

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Miles Davis.                                                                                     Enjoy!

A abolição do Homem. C.S. Lewis. - Aforismos extraídos do livro.

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“O ceticismo em relação aos valores é apenas superficial, sendo válido apenas para valores alheios; eles não são muito céticos em relação aos valores correntes em seus próprios meios. E esse fenômeno é bastante comum. Muitos dos que ‘desmascaram’ os valores tradicionais ou (como eles dizem) ‘sentimentais’ têm no fundo valores próprios , que crêem imunes a desmascaramentos semelhantes. Alegam estar cortando pela raiz o crescimento parasitário da emoção, da autoridade religiosa, de tabus herdados, para que os valores ‘verdadeiros’ ou ‘autênticos’ possam emergir”. P.  27. “Eu preferiria jogar cartas contra um homem que fosse inteiramente cético em relação à ética, mas que tivesse sido criado para acreditar que ‘um cavalheiro não trapaceia’, do que contra um irrepreensível filósofo moral que tenha crescido entre vigaristas”. P.22. “Produzimos homens sem peito e esperamos deles virtude e iniciativa. Caçoamos da honra e nos chocamos ao encontrar traidores entre nós. ...