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Teoria geral do direito - um estudo sobre justiça, validade e eficácia.

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Nota explanatória Para que se compreenda aquilo que se almeja explanar, é salutar comentar as fontes desse texto em que o leitor – no momento – está convidado a ler. Pois bem, munindo-me do livro Teoria geral do direito , livro dividido em duas partes – a primeira discorrendo sobre a Teoria da norma jurídica , e a segunda discorrendo sobre a Teoria do Ordenamento Jurídico – , em que iremos no ater, a bem da verdade, a um debate inserido na Teoria da norma jurídica , resta, por derradeiro, dizer ao leitor que em todas as linhas subsequentes, e, por conseguinte, nas suas reflexões, são inteiramente oriundas de uma leitura do pensamento magnânimo de Norberto Bobbio. Tendo atribuído o gáudio a quem é o genuíno detentor da tese, voltemo-nos para um breve debate sobre justiça, validade e eficácia , conceitos de suma importância para o direito. Justiça, validade e eficácia: três critérios de valoração. Norberto Bobbio. N. Bobbio afirmava que, para um estudo da norma ju...

Epígrafe e "O Príncipe e o Mendigo".

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“Cada pessoa se encontra ao nascer numa posição particular dentro de alguma sociedade específica, e a natureza dessa posição afeta substancialmente suas perspectivas de vida”. Do livro Teoria da Justiça , de John Rawls. O príncipe e o mendigo. A frase supracitada coaduna com a capa do livro de Mark Twain em que, há uma troca de papéis sociais, porquanto um jovem plebeu troca de lugar com o jovem monarca da Inglaterra. Ambos, através de desventuras, percebem então as nuances da vida com base em parâmetros sociais diferentes, isto é, o plebeu descobre as regalias do monarca, enquanto que este vivencia a amargurada vida dos ingleses no séc. XVI. Por conseguinte, a ideia principal do livro de Twain evoca em minha mente a frase “rei por um dia”. 

A transitoriedade do valores e o eterno vir a ser no tempo.

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Apesar das vicissitudes da história, todo revolucionário, mais cedo ou mais tarde, tornar-se-á um reacionário.  A morte de Marat, de Jacques-Louis David.

Nota sobre a saudade.

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“ Vai minha tristeza, e diz a ela que sem ela não pode ser. Diz-lhe numa prece, que ela regresse, porque eu não posso mais sofrer” Chega de saudade , de João Gilberto. Retrato do dr. Gachet, de Vicent Van Gogh. A saudade pode ser definida como um apego às permanências, uma pintura do passado que muitas vezes aparece tal qual um borrão, mas que, em contrapartida, pode ser tão nítida e real tal qual um vídeo que é reproduzido em loop pela nossa memória. Contudo, o cerne da saudade é, como fora dito, a permanência, é um apego ao imutável. O indivíduo que se encontra assolado por esse sentimento sente que, a experiência que outrora vivenciou foi boa, foi tão gostosa e agradável – como, p. ex.: uma lembrança de receber um afago do avô falecido – , que se ele pudesse estendê-la ad infinitum seria um bálsamo para a sua alma saudosista. Conquanto a saudade seja louvada em versos pelos poetas, em músicas, obras literárias e artísticas nas suas mais diversificadas formas de expres...

Érico Veríssimo - citação.

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“A vida, prezado leitor, é uma sucessão de acontecimentos monótonos, repetitivos e sem imprevisto. Por isso alguns homens de imaginação foram obrigados a inventar o romance” Caminhos cruzados, de Érico Veríssimo .

A caçada de Beemot.

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O Sol Negro na terra dos reis cegos: o conto do jovem Beemot – relatos de tempos imemoriais. Beemot segurava fremente sua lança de madeira com ponta de pedra lascada enquanto colocava ou, ao menos, tentava colocar seu espírito naquela ação que se sucederia nos instantes subsequentes. Beemot, o jovem guerreiro do clã da Serpente Emplumada, deveria matar um chacal desgarrado de seu bando para que provasse sua maturidade diante de todos os membros do seu clã. Não obstante o furor da juventude, o ímpeto que impelia o jovem guerreiro a sua caça; Beemot temia errar a pontaria da lança, temia não conseguir cravar a ponta da lança no peito do chacal que, de modo indolente, dormia embaixo de uma árvore decrépita, exposto a uma emboscada ou qualquer outra peripécia do destino aos seres viventes. Era tarde, o sol cor púrpura derramava seus raios sobre a floresta, o que ajudava nosso jovem caçador a ficar oculto por entre as folhagens da densa floresta tropical. Então, após uma breve elucu...

O prisioneiro no poço

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Era inútil o modo como aquele prisioneiro olhava para o enorme buraco sobre sua cabeça em busca de uma vã esperança. Ele estava dentro de um gigantesco poço vazio. Do alto ele via os pássaros, pensava na liberdade, lembrava que não iria sair daquele confinamento. Só lhe restava uma morte lenta, certamente iria definhar aos poucos. Aczib, era o seu nome. Fora jogado ali devido às conspirações malogradas contra o rei Booz, soberano das estepes. Um nobre, um barão sentenciado à morte no poço da desolação por crimes políticos era algo incomum. Mas agora que estava ali, apenas ouvia o barulho do canto dos pássaros ao longe. Solidão, um silêncio inquietante rompia a sua sanidade aos poucos. Aczib podia sentir que sua vida estava agora entregue ao nada. Então, pensou consigo mesmo. Os pensamentos brotavam de sua mente de modo difuso: “De tudo o que fiz na vida. Nada fez sentido...” “Mas que mania é essa de querer ver algo de grandioso em tudo que se faz?” “É que o homem é ent...