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Anátema de Baais.

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"The Ghost of a Flea", William Blake. Havia um deus chamado Baais, que era solitário e pouco poderoso entre os outros deuses no panteão cósmico. Baais era um espírito de força ilimitada, mas  que mesmo assim sentia-se demasiado triste e inseguro. Durante as noites no vácuo do universo, quando contemplava o luar esverdeado do planeta de Gaal, onde residia, Baais almejou criar um mundo só para si. Tal mundo deveria ser belo e bem povoado. Então, do pensamento de Baais surgiu um par de indivíduos amorfos, admirado com sua criação, ele os denominou de Homem e Mulher. Para a massa fulgurante, que mais tarde transformou-se em Terra, Baais enviou suas criaturas e, por longas eras, tal qual sentinela, vigiou o desenrolar de sua criação. Com o passar do tempo, os outros deuses, perguntaram-no: “Baais, tu tens andado absorto entre brumas incógnitas. O que um deus pode pensar além da completude?”. Em verdade, Baais, ao conceber a criação do Homem e da Mulher, também trans...

The Silmarillion

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From the  letters by J.R.R. Tolkien to Milton Waldman, 1951. Capa da edição brasileira publicada pela editora WMF Martins fontes . “For reasons which I will not elaborate, that seems to me fatal. Myth and fairy-story must, as all art, reflect and contain in solution elements of moral and religious truth (or error), but not explicit, not in the known form of the primary ‘real’ world. (I am speaking, of course, o four present situation, not of ancient pagan, pre-Christian days. And I will not repeat what I tried to say in my essay, wich you read)”. Trecho extraído do livro The Silmarillion , p. XI. About Allegory John Ronald Reuel Tolkien. ;) “I dislike Allegory – the conscious and intentional allegory – yet any attempt to explain the support of myth or fairytale must use allegorical language. (And, of course, the more life a story  has the more readily will it be susceptible of allegorical interpretations: while the better a deliberate allegory is ma...
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O Palácio da Ventura. Sonho que sou um cavaleiro andante. Por desertos, por sóis, por noite escura, Paladino do amor, busco anelante O palácio encantado da Ventura! Mas já desmaio, exausto e vacilante, Quebrada a espada já, rota a armadura... E eis que súbito o avisto, fulgurante Na sua pompa e aérea formosura! Com grandes golpes bato à porta e brado: Eu sou o Vagabundo, o Deserdado... Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais! Abrem-se as portas d'ouro, com fragor... Mas dentro encontro só, cheio de dor, Silêncio e escuridão — e nada mais! Antero de Quental. Cavaleiro Monge Do vale à montanha Da montanha ao monte Cavalo de sombra Cavaleiro monge Por casas, por prados Por quinta e por fonte Caminhais aliados Do vale à montanha Da montanha ao monte Cavalo de sombra Cavaleiro monge Por penhascos pretos Atrás e defronte Caminhais secretos Do vale à montanha Da montanha ao monte Cavalo de sombra Cavaleiro monge Po...

Jazz sessions.

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Miles Davis.                                                                                     Enjoy!

A abolição do Homem. C.S. Lewis. - Aforismos extraídos do livro.

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“O ceticismo em relação aos valores é apenas superficial, sendo válido apenas para valores alheios; eles não são muito céticos em relação aos valores correntes em seus próprios meios. E esse fenômeno é bastante comum. Muitos dos que ‘desmascaram’ os valores tradicionais ou (como eles dizem) ‘sentimentais’ têm no fundo valores próprios , que crêem imunes a desmascaramentos semelhantes. Alegam estar cortando pela raiz o crescimento parasitário da emoção, da autoridade religiosa, de tabus herdados, para que os valores ‘verdadeiros’ ou ‘autênticos’ possam emergir”. P.  27. “Eu preferiria jogar cartas contra um homem que fosse inteiramente cético em relação à ética, mas que tivesse sido criado para acreditar que ‘um cavalheiro não trapaceia’, do que contra um irrepreensível filósofo moral que tenha crescido entre vigaristas”. P.22. “Produzimos homens sem peito e esperamos deles virtude e iniciativa. Caçoamos da honra e nos chocamos ao encontrar traidores entre nós. ...

Ascetismo

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O caminhante sobre o mar de névoas - Caspar David Friedrich. Nos recessos de um coração solitário, Há um silêncio glacial. Por isso, Cobrir-se com o manto da prudência e da justiça, É salutar.

O conto da Estrela do Oeste

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A um castelo o levarei Havia um "castelo do mar", assim era chamado pelos viajantes que o avistavam. Há muito tempo ele tinha sido construído na beira de uma falésia. Brancas eram as suas muralhas, azul escuro era o seu imenso portão de madeira. Suas torres majestosas, ao anoitecer, eram iluminadas pelo brilho febril de inúmeros archotes. Visto de longe, o Castelo na Falésia do Oeste,  era tido como o reduto de homens de bem, de cavaleiros honrados. Nesse castelo, reinava o rei Sadoc, Mestre da Casa do Cruzeiro Ocidental. Sua esposa, a bondosa rainha Helga, descendia da Casa dos Cervos do Bosque do Norte do Mundo. Um sonho Arte de John Bauer. É contado que, numa noite outonal, a rainha Helga sonhou com um grande alce andando vagarosamente por uma floresta de pinheiros. No sonho, o alce trazia uma menina de cabelos prateados e vestindo um vestido branco, montado sobre o seu lombo. A menina disse-lhe no sonho: “Do teu ventre nascerá uma luz de poder. Seu...