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A Saga de Guilherme, o Príncipe Negro. Parte XV

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A marcha até o Vale dos Espinhos A batalha entre o exercito do Rei dos Bruxos e a Liga dos Reinos livres, ocorreu nas imediações do senhorio do Castelo dos Reis sobre a Colina, mais especificamente, no Vale dos Espinhos onde ficava a concentração bélica do rei Guilherme, o Rei Negro. Por meio do relato minucioso dos batedores enviados por Miguel Terra, o Monge Guerreiro, ficou-se sabendo da concentração de piqueiros, arqueiros e cavaleiros, todos convocados pelo Rei sobre a Colina dos Bruxos. Então, munindo-se da máxima de que, a melhor defesa é o ataque, as tropas da Liga iniciaram a derradeira marcha contra as hostes de Guilherme. Entretanto, astuciosamente, Guilherme já havia deduzido um possível ataque ao seu reduto de maldade. Cavaleiros monges, investidos na Ordem dos Clérigos da Espada, cavalgavam à frente das tropas de camponeses, em sua maioria armados infantes e piqueiros, homens rudes e de formação militar precária, daí a razão dos monges encabeçarem as fileir...

A Saga de Guilherme, o Príncipe Negro. Parte XIV

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Gaia Domus Conta-se que o rei Guilherme, o Rei dos Bruxos nunca mais tinha se aconselhado com a árvore guardiã de sua Casa. Os anos de estudo e reclusão, fomentaram sua prepotência, tornando-o incapaz de ver na árvore uma importância real para suas angústias. Quando ele resolveu retornar ao trono, olhou com desdém a majestosa árvore, pois, nela havia algo que o intimidava enquanto ele sentava no trono, firmado embaixo dos galhos da árvore. Seus galhos longos e vigorosos, seu tronco áspero e forte, lembravam sempre o rei da sua insignificância quanto às forças impetuosas da natureza. E nisso tudo, Guilherme odiava com uma raiva surda, apenas contida pela atenção desviada aos seus planos de vingança contra a liga de Miguel Terra, o Monge Guerreiro. Após a morte de sua amada rainha Annabel, Guilherme desvencilhara-se ainda mais das pessoas ao seu redor. Sua perversidade deformava tudo o que ele via a sua frente, sempre temendo conspirações e outros ardis dos seus serviçais. Coma...

A Saga de Guilherme, o Príncipe Negro. Parte XIII

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Dies Irae Após o réquiem do nobre Marechal Tito Lívio, uma carta selada foi trazida do mosteiro dos Clérigos da Espada, para que fosse entregue ao rei Guilherme por meio de um mensageiro monge. O conteúdo da carga consistia numa sanção espiritual redigida pelo sucessor de Tarquínio, o Condestável, no qual as atrocidades cometidas pelo rei Guilherme eram expressamente condenadas pela ordem clerical. Como medida de punição, o Rei Negro foi desligado da ordem de monges guerreiros, onde em tempos passados, tinha tido toda a sua formação em letras e armas. Entre tantas outras represálias, o sucessor de Tarquínio, um cavaleiro monge chamado de Miguel Terra, acusava o rei de praticar artes nefastas, magias profanas, contra a cristandade. Tendo respondido de modo seco e cortante, Guilherme externou sua mágoa contra os monges guerreiros, alegando que estes nunca o ajudaram em tempos de guerra, assim como acusou tacitamente a ordem de Tarquínio, de heresia e entre tantos outros pecados ...

A Saga de Guilherme, o Príncipe Negro. Parte XII

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O Rei dos Bruxos Uma redoma de perversidade havia aprisionado Guilherme, o Rei Negro, logo após o incidente ocorrido no covil da Feiticeira da Floresta dos Trolls. Agora, o monarca perambulava pelo salão do reino vestindo um roupão negro e, falando consigo mesmo. O seu interesse devotava-o ao ocultismo e astrologia, há muito tempo vinha assustando os seus mais fieis vassalos, pois, comentários macabros e ditos com um temor descomedido, transitavam em torno da figura do Rei sobre a Colina dos Bruxos. Um terror surdo pairava sobre as mentes supersticiosas dos camponeses e aldeões. A Batalha contra as Tribos Bárbaras do Sul, tinha causado uma tremenda má-fama à figura do taciturno Guilherme. Pela Corte do Rei, boatos de sacrifícios e rituais envolvendo tarô e tantas outras artes ocultas, eram cochichados em segredo por todas as esferas do séquito real. Lentamente, Annabel de Liz deixava-se inundar numa melancolia perniciosa. Era o seu nono mês de gestação, quando o herdeiro de ...

A Saga de Guilherme, o Príncipe Negro. Parte XI

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O Retorno do Rei sobre a Colina dos Bruxos Agora há que se contar que uma mudança inimaginável vinha ocorrendo na mente do rei Guilherme. Durante a jornada de volta, seus gestos com Annabel tinham assumido uma secura. Ele trocava poucas palavras com seus companheiros. Ao chegar no Castelo dos Reis sobre a Colina dos Bruxos. Guilherme ordenou que Cipião de Valais redigisse um Édito Real convocando todos os alquimistas, astrônomos, e mestres na tradição de todos os reinos conhecidos do mundo, para que eles compartilhassem com ele, todo o seu conhecimento quanto aos segredos do universo. Especialmente, os segredos tangentes às artes mágicas ocultas. Desde a sua chegada, debruçou-se fervorosamente sobre o acervo de livros da Torre dos Cronistas do Reino. Requisitou a presença do ancião Seth e, de seu pupilo Tracius. Estudou atenciosamente todos os imensos tomos de livros da Tradição do reino. Passou a gastar incontáveis horas do dia no estudo das artes ocultas. Com o tempo, o sábi...

A Saga de Guilherme, o Príncipe Negro. Parte X

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Tenebrae Agora é dito que, Guilherme acompanhou o cavaleiro espectro por entre os caminhos pútridos do terreno pantanoso da Floresta dos Trolls. Viu criaturas mal encaradas e de olhar odioso, fitarem-no. Pôde ver duendes asquerosos, druidas de má fama no seu manuseio das artes ocultas, todos eles, serviçais da feiticeira, criaturas de existência maliciosa. O odor nauseante do gás metano exalando das águas verdes e borbulhantes do pântano, tornava a atmosfera da floresta ainda mais macabra e opressora. A vegetação era retorcida e cheia de uma névoa sobrenatural, emanando dos líquens e lodo. Corvos levantavam voou enquanto emitiam sons pavorosos, sempre anunciando os passos dos visitantes indesejados, como espiões da feiticeira. Ao chegar diante da casa lúgubre da feiticeira, Guilherme foi intimado a descer do seu cavalo Spartacus, o cadáver do rei Hesdra disse: - Contemple o coração das trevas! E tudo de odioso que dele emana! – logo após essa sentença, gritos de lamento, r...